Lágrimas Silenciosas: O Meu Bálsamo

Lágrimas Silenciosas: O Meu Bálsamo. Elas são a poesia silenciosa da minha vida, escrita nas linhas invisíveis do meu ser.
Lágrimas Silenciosas: O Meu Bálsamo
 
Há um choro dentro de mim que não se ouve, um fluxo de emoções que não nasce da dor lancinante, mas da quietude profunda da minha alma. São minhas lágrimas silenciosas, gotas translúcidas que deslizam pela minha face, quase imperceptíveis, carregando em si o peso de sentimentos que transcendem as palavras.
 
Elas brotam não do sofrimento agudo, mas da saudade mansa que sinto, do amor que sinto por uma mulher doce, delicada, amorosa, meiga, gentil, amiga, parceira, e linda demais, mas é um amor impossível de se concretizar porque ele nasceu de alma para alma e da memória afetuosa que guardo, ou de um insight tão profundo que toca o cerne do meu ser com a delicadeza de uma pluma.
 
Elas surgem diante da beleza bruta de um entardecer flamejante, ou ao som de uma melodia que, como um confidente, compreende os segredos do meu coração. Elas nascem no abraço apertado de um reencontro há muito esperado, ou na percepção nítida do caminho que percorri, das batalhas que venci, da força que nem sabia que possuía. Essas minhas lágrimas são como a chuva fina, leve, mas profunda em sua essência.
 

Não trazem consigo a angústia do sofrimento, mas a serenidade da aceitação, um suspiro de alívio. Elas são o testemunho silencioso da minha capacidade de sentir, de me conectar com a profundidade da existência, com a essência do que realmente importa para mim. Enquanto o choro convulsionado exige atenção, grita por consolo, as minhas lágrimas silenciosas são discretas, quase tímidas.

Não busco que sejam vistas, nem explicadas. São um colóquio secreto entre eu e minha alma, um murmúrio interno que reconhece um instante de equilíbrio, um fugaz momento de paz em meio ao caos que, às vezes, me cerca.

E é paradoxal, mas são essas minhas lágrimas, nascidas da quietude, que possuem o poder de me curar. Elas lavam a minha alma, irrigando as raízes do meu ser, nutrindo-me com a certeza de que a capacidade de sentir é a força vital que me define. Elas são a prova de que, mesmo nas fendas da minha existência, reside a semente da plenitude.

Eu já senti, e ainda sinto, a carícia dessas lágrimas em meu rosto, e reconheço a preciosidade desse instante. Elas são um lembrete sutil, um sussurro da minha alma, de que, apesar das tempestades e das incertezas, ainda há beleza e significado na minha jornada. E, frequentemente, são o bálsamo que necessito para seguir adiante, com a alma renovada e o coração mais leve. Elas são a poesia silenciosa da minha vida, escrita nas linhas invisíveis do meu ser.

 

Lágrimas Silenciosas: O Meu Bálsamo
Uma adaptação do texto “As lágrimas não doem” de Carlos Cabrita
 

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